O Bispo Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil Dom Maurício José Araújo de Andrade emitiu um comunicado reconhecendo e enaltecendo a decisão unânime do STF sobre a constitucionalidade da união estável entre pessoas do mesmo sexo.
Em corajosa manifestação Dom Maurício afirma que "Louvamos a Deus pelos avanços conquistados, entendendo que fazem parte da sutil e gradativa inspiração do Espírito Santo para transformar nossa sociedade.´"
Segue abaixo o inteiro teor da manifestação do Bispo Primaz.
Um blog é um blog. A gente escreve o que quer que os outros leiam e saibam da gente. Talvez seja um jeito disfarçado de deixar a janela aberta, para que algum vizinho curioso fique espiando. Dê uma olhadinha de vez em quando.... será sempre bem-vindo. Não alimente os animais, e nem toque nas peças em exposição, por favor.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
quinta-feira, 5 de maio de 2011
União Estável do mesmo sexo é aprovada pelo Supremo Tribunal Federal - STF
Ainda não acabou o histórico julgamento do Supremo Tribunal Federal, e o Ministro Celso de Mello permanece proferindo seu voto. Agora são 20:00hs de 05.05.2011, quinta feira, mas já é fato que por maioria o Pleno do STF julgou procedentes as ações ADI 4277 e ADPF 132, que resulta no reconhecimento da constitucionalidade da união estável entre pessoas do mesmo sexo, assim como é assegurada pela Constituição Federal a união estável para os casais heterossexuais.
Estou muito emocionado e mal consigo escrever este post, afinal já se vão mais de 15 anos desde que a então Deputada Marta Suplicy apresentou seu projeto de lei de união civil. De lá para cá, muita água correu por debaixo da ponte.
Depois vieram as paradas na Avenida Paulista, as novelas com personagens gays, a aprovação de leis municipais e estaduais, as decisões judiciais individuais, e a cada dia um pequeno espaço era ocupado, para alcançar a igualdade.
Diferentemente da Argentina e Portugal, e de outros países, que aprovaram leis sobre o casamento gay e a união estável entre pessoas do mesmo sexo, no Brasil o Legislativo exerceu um papel desprezível, mais uma vez, de se omitir, envergonhar e desmoralizar a democracia brasileira.
Aqui, o Poder Judiciário teve que atuar subsidiariamente, para tapar buraco da omissão e decadência do Poder Legislativo.
Agora, porém, apesar dos deputados e dos senadores omissos, apesar dos evangélicos e dos católicos fundamentalistas, apesar dos ignorantes e analfabetos políticos, e outras pessoas igualmente do mal, nós, LGBTs nos tornamos um pouco mais cidadãos. E, agora, no começo da noite desta quinta, o Brasil se tornou um pouco mais justo e democrático do que era hoje de manhã, ontem e no passado.
Viva!
quinta-feira, 21 de abril de 2011
"Deus nos livre de um Brasil evangélico"
O texto abaixo, de autoria do Pastor Evangélico Ricardo Gondim (foto abaixo), traz novos ventos de esperança e fé em dias melhores para todos aqueles que têm lutado com veemência contra o fortalecimento do fundamentalismo religioso no Brasil. Ele se encontra publicado no site do pastor (clique aqui) e aqui é reproduzido na íntegra.
Fiquei encantado com a lucidez e sinceridade de suas palavras. Cada parágrafo lido dava me mais confiança em seu discurso e na brasilidade de sua alma. Gondim observou que "um Brasil evangélico não teria folclore. Acabaria o Bumba-meu-boi, o Frevo, o Vatapá. As churrascarias não seriam barulhentas. O futebol morreria. Todos seriam proibidos de ir ao estádio ou de ligar a televisão no domingo. E o racha, a famosa pelada, de várzea aconteceria quando?"
Gondim tem sensibilidade e coragem suficientes para se contrapor ao crescimento do movimento evangélico, afirmando com convicção quase profética que "toda a teocracia se tornará totalitária, toda a tentativa de homogeneizar a cultura, obscurantista e todo o esforço de higienizar os costumes, moralista."
Neste blog já transcrevemos um artigo de Benjamin Moser, "Pelo amor de Deus não copiem os Estado Unidos", publicado na coluna de Tendências e Debates da Folha de São Paulo de 24.10.2011, que trata de questão da imposição da moralidade na política pelos evangélicos leia aqui..
Deleitem se agora com esta leitura de Gondim
DEUS NOS LIVRE DE UM BRASIL EVANGÉLICO
Ricardo Gondim
Começo este texto com uns 15 anos de atraso. Eu explico. Nos tempos em que outdoors eram permitidos em São Paulo, alguém pagou uma fortuna para espalhar vários deles, em avenidas, com a mensagem: “São Paulo é do Senhor Jesus. Povo de Deus, declare isso”.
Rumino o recado desde então. Represei qualquer reação, mas hoje, por algum motivo, abriu-se uma fresta em uma comporta de minha alma. Preciso escrever sobre o meu pavor de ver o Brasil tornar-se evangélico. A mensagem subliminar da grande placa, para quem conhece a cultura do movimento, era de que os evangélicos sonham com o dia quando a cidade, o estado, o país se converterem em massa e a terra dos tupiniquins virar num país legitimamente evangélico.
Quando afirmo que o sonho é que impere o movimento evangélico, não me refiro ao cristianismo, mas a esse subgrupo do cristianismo e do protestantismo conhecido como Movimento Evangélico. E a esse movimento não interessa que haja um veloz crescimento entre católicos ou que ortodoxos se alastrem. Para “ser do Senhor Jesus”, o Brasil tem que virar "crente", com a cara dos evangélicos. (acabo de bater três vezes na madeira).
Avanços numéricos de evangélicos em algumas áreas já dão uma boa ideia de como seria desastroso se acontecesse essa tal levedação radical do Brasil.
Imagino uma Genebra brasileira e tremo. Sei de grupos que anseiam por um puritanismo moreno. Mas, como os novos puritanos tratariam Ney Matogrosso, Caetano Veloso, Maria Gadu? Não gosto de pensar no destino de poesias sensuais como “Carinhoso” do Pixinguinha ou “Tatuagem” do Chico. Será que prevaleceriam as paupérrimas poesias do cancioneiro gospel? As rádios tocariam sem parar “Vou buscar o que é meu”, “Rompendo em Fé”?
Uma história minimamente parecida com a dos puritanos provocaria, estou certo, um cerco aos boêmios. Novos Torquemadas seriam implacáveis e perderíamos todo o acervo do Vinicius de Moraes. Quem, entre puritanos, carimbaria a poesia de um ateu como Carlos Drummond de Andrade?
Como ficaria a Universidade em um Brasil dominado por evangélicos? Os chanceleres denominacionais cresceriam, como verdadeiros fiscais, para que se desqualificasse o alucinado Charles Darwin. Facilmente se restabeleceria o criacionismo como disciplina obrigatória em faculdades de medicina, biologia, veterinária. Nietzsche jazeria na categoria dos hereges loucos e Derridá nunca teria uma tradução para o português.
Mozart, Gauguin, Michelangelo, Picasso? No máximo, pesquisados como desajustados para ganharem o rótulo de loucos, pederastas, hereges.
Um Brasil evangélico não teria folclore. Acabaria o Bumba-meu-boi, o Frevo, o Vatapá. As churrascarias não seriam barulhentas. O futebol morreria. Todos seriam proibidos de ir ao estádio ou de ligar a televisão no domingo. E o racha, a famosa pelada, de várzea aconteceria quando?
Um Brasil evangélico significaria que o fisiologismo político prevaleceu; basta uma espiada no histórico de Suas Excelências nas Câmaras, Assembleias e Gabinetes para saber que isso aconteceria.
Um Brasil evangélico significaria o triunfo do “american way of life”, já que muito do que se entende por espiritualidade e moralidade não passa de cópia malfeita da cultura do Norte. Um Brasil evangélico acirraria o preconceito contra a Igreja Católica e viria a criar uma elite religiosa, os ungidos, mais perversa que a dos aiatolás iranianos.
Cada vez que um evangélico critica a Rede Globo eu me flagro a perguntar: Como seria uma emissora liderada por eles? Adianto a resposta: insípida, brega, chata, horrorosa, irritante.
Prefiro, sem pestanejar, textos do Gabriel Garcia Márquez, do Mia Couto, do Victor Hugo, do Fernando Moraes, do João Ubaldo Ribeiro, do Jorge Amado a qualquer livro da série “Deixados para Trás” ou do Max Lucado.
Toda a teocracia se tornará totalitária, toda a tentativa de homogeneizar a cultura, obscurantista e todo o esforço de higienizar os costumes, moralista.
O projeto cristão visa preparar para a vida. Cristo não pretendeu anular os costumes dos povos não-judeus. Daí ele dizer que a fé de um centurião adorador de ídolos era singular; e entre seus criteriosos pares ninguém tinha uma espiritualidade digna de elogio como aquele soldado que cuidou do escravo.
Levar a boa notícia não significa exportar uma cultura, criar um dialeto, forçar uma ética. Evangelizar é anunciar que todos podem continuar a costurar, compor, escrever, brincar, encenar, praticar a justiça e criar meios de solidariedade; Deus não é rival da liberdade humana, mas seu maior incentivador.
Portanto, Deus nos livre de um Brasil evangélico.
Soli Deo Gloria
7-02-11
sábado, 16 de abril de 2011
Programa de televisão "Conexão Reporter" trata de homofobia - 14.04.2011
O programa do SBT Conexão Repórter desta quarta-feira, apresentado pelo jornalista Roberto Cabrini, abordou o tema da homofobia e da intolerância a LGBTs. O programa está no youtube, e foi dividido em duas partes.
Na primeira parte do programa fala-se mais de grupos neonazistas que pregam a intolerância pela violência, como os carecas do ABC, por exemplo. Além de opiniões de advogados, delegados de polícia e gays assumidos e famosos, como o apresentador de televisão Leão Lobo. A vida noturna de travestis é também mostrada, revelando a grande dificuldade destas profissionais do sexo, expostas e vulneráveis a ataques violentos.
Na segunda parte (clique aqui para assistir) foi mostrado um caso específico do enfrentamento por uma família da revelação da homossexualidade do filho caçula. A especialista em adolescentes e jovens gays Edith Modesto foi entrevistada.
Eu recomendo que assistam ao programa. Vale a pena!
Na primeira parte do programa fala-se mais de grupos neonazistas que pregam a intolerância pela violência, como os carecas do ABC, por exemplo. Além de opiniões de advogados, delegados de polícia e gays assumidos e famosos, como o apresentador de televisão Leão Lobo. A vida noturna de travestis é também mostrada, revelando a grande dificuldade destas profissionais do sexo, expostas e vulneráveis a ataques violentos.
Na segunda parte (clique aqui para assistir) foi mostrado um caso específico do enfrentamento por uma família da revelação da homossexualidade do filho caçula. A especialista em adolescentes e jovens gays Edith Modesto foi entrevistada.
Eu recomendo que assistam ao programa. Vale a pena!
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Jesus Cristo não morreu enforcado e eu não sou parente de Daniel Piza
Amigo leitor, vamos esclarecer de vez duas coisas que sempre geram dúvidas e curiosidades:
1.- Eu não sou parente do jornalista Daniel Piza.
2.- Sim. Daniel Piza escreveu em 07.12.1994, na Folha de São Paulo, que Jesus Cristo morreu enforcado. Não, ele não morreu enforcado. Para aqueles que ainda não sabem, ele morreu crucificado.
Pronto falei.
Diferentemente do que foi publicado no texto 'Artistas 'periféricos' passam despercebidos', à pág. 5-3 da edição de ontem da Ilustrada, Jesus não foi enforcado, mas crucificado, e a frase 'No princípio era o Verbo' está no Novo, não no Velho Testamento." (7.dez.94)
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Presidenta Dilma responde às declarações homofóbicas de Jair Bolsonaro
A Presidenta Dilma Roussef acaba de fazer um pronunciamento à nação em cadeia nacional de rádio e televisão respondendo às declarações homofóbicas de Jair Bolsonaro.
Todo o nosso apoio à presidenta Dilma!
Todo o nosso apoio à presidenta Dilma!
Jarbas Passarinho: "Nunca pude suportar Jair Bolsonaro"
Amigas e amigos, leiam que delíciosa é esta entrevista feita com Jarbas Passarinho sobre Jair Bolsonaro, que está no portal TERRA. Se quiser ler a matéria no site, clique aqui.
Claudio Leal
O repórter pronunciou o nome "Jair Bolsonaro" e, do outro lado da linha, o ex-ministro Jarbas Passarinho abusou do fôlego de 91 anos para bendizer o deputado federal: "Ah, esse homem eu nunca pude suportar!".
Claudio Leal
O repórter pronunciou o nome "Jair Bolsonaro" e, do outro lado da linha, o ex-ministro Jarbas Passarinho abusou do fôlego de 91 anos para bendizer o deputado federal: "Ah, esse homem eu nunca pude suportar!".
Desafeto de Passarinho, Bolsonaro protagoniza uma polêmica comportamental e política desde que declarou seu desapreço por um hipotético namoro de seu filho com uma negra, em entrevista ao programa humorístico "CQC".
Provocado por uma pergunta da cantora Preta Gil, filha do compositor e ex-ministro da Cultura Gilberto Gil, o capitão reformado do Exército deu uma pedrada: "Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco, e meus filhos foram muito bem educados e não viveram em um ambiente como, lamentavelmente, é o teu". Bolsonaro responderá a um processo por racismo, movido por 20 deputados.
Grudou-se ao congressista de extrema direita o mito de que representa a alma das Forças Armadas. Passarinho pega a contramão e desconstroi o discurso de Bolsonaro. "Ele irrita muito os militares", garante. Para definir seu interlocutor ideal, recorre, ora vejam só, à escritora francesa Simone de Beauvoir.
- Já tive com ele (Bolsonaro) aborrecimentos sérios. Ele é um radical e eu não suporto radicais, inclusive os radicais da direita. Eu não suportava os radicais da esquerda e não suporto os da direita. Pior ainda os da direita, porque só me lembram o livrinho da Simone de Beauvoir sobre "O pensamento de direita, hoje": "O pensamento da direita é um só: o medo". O medo de perder privilégios.
Ex-ministro do Trabalho, da Educação e da Previdência no regime militar, além de ocupar o ministério da Justiça no governo democrático de Fernando Collor, Jarbas Passarinho presidiu o Congresso Nacional e personalizou uma parcela dos militares moderados. No governo Costa e Silva (1967-1969), ele participou da reunião do AI-5, marco da restrição às liberdades individuais no País, em dezembro de 1968. Adiante, no governo Médici (1969-1974), foi o primeiro ministro militar - na realidade, um híbrido, com carreira civil - a admitir, publicamente, a existência de tortura, em entrevista ao repórter Reali Júnior.
Conhecido por sua habilidade para o diálogo com a esquerda e a direita na ditadura, o tenente-coronel reformado vive atualmente em Brasília e passou por problemas de saúde em 2009 e 2010. Depois de um ano de repouso, voltou a escrever artigos para a imprensa. Nesta entrevista a Terra Magazine, aceitou falar, a contragosto, daquele que Nelson Rodrigues poderia chamar de "personagem da semana": Jair Bolsonaro, um homem que ele nunca conseguiu suportar.
Terra Magazine - O que o senhor acha da polêmica de Jair Bolsonaro? Ele sempre diz que representa os militares. Isso é real?
Jarbas Passarinho - Nem todos os militares estão ligados a ele, mas como ele é o único que aparece falando... Os militares, inclusive depois do meu silêncio por doença, perderam espaço. Eu perdi meu espaço no "Estado de S. Paulo", no "JB" (Jornal do Brasil), que infelizmente faliu, no "Correio Braziliense", no "Estado de Minas". Então, desapareceu essa voz que tinha uma penetração na área mais nobre da mídia. Ele irrita muito os militares também, porque quando está em campanha, em vez de ele ir ao Clube Militar, como oficial, ele vai pernoitar no alojamento dos sargentos (risos). Pra ganhar a popularidade dele. Quando eu fui ministro da Justiça, recebi a visita de uma viúva de um brigadeiro de quatro estrelas. Ela era pensionista, portanto. Sabe que a pensão dela, naquela ocasião, no governo Collor, era o que um cabo recebia na ativa? O Collor me autorizou a tentar fazer uma modificação daquilo, pra ter pelo menos um pouco mais de dignidade. Ele (Bolsonaro) me viu fazendo isso. Ficou calado, veio com a esposa dele lá do Rio (de Janeiro), e em seguida ele foi pra tribuna e deu aquilo como projeto de lei dele. Por aí tu vês qual é a pessoa.
No programa do CQC, ele disse que considerava uma "promiscuidade" um hipotético namoro do filho dele com uma negra, e atacou os homossexuais.
Se alguém me procurar sobre isso, eu me recuso a dar opinião. Recuso porque eu tenho por ele uma verdadeira idiossincrasia. Foi mau militar, só se salvou de não perder o posto de capitão porque foi salvo por um general que era amigo dele no Superior Tribunal Militar (STM). O ministro (do Exército), que era o Leônidas (Pires Gonçalves), rompeu com esse general por causa disso (em 1986, Bolsonaro liderou um protesto pelo aumento do soldo dos militares). Ele começou a se projetar quando aluno da escola de aperfeiçoamento de capitães. Deu uma entrevista falando dos baixos salários que nós recebíamos.
Quem era o general que o apadrinhava?
Já morreu. Comandou o II Exército, um general de muito respeito entre nós todos.
E o Bolsonaro...
Todos se aproveitam, usam como um modo de currículo. Com base nesse currículo, recebem votos.
As ideias de Bolsonaro são representativas para a maior parcela das Forças Armadas?
Não tem. Alguns sujeitos (apoiam), mas é raro. Tem um jornal mineiro, chamado Inconfidência de Minas... É o único grupo ativo de militares da reserva. Então, pela primeira vez ele pôs um artigo lá. Daqui a pouco, nem isso ele põe. Porque o pessoal recebe com restrição. Agora, claro que não vai botar contra ele.
Ele causa mal-estar nas Forças Armadas?
Não posso dizer isso, porque seria uma opinião pessoal. Ele já teve um aborrecimento comigo. Um cadete meu, que depois foi paraquedista e fez parte da luta contra a guerrilha do Araguaia, Lício Maciel, que esteve à morte, uma guerrilheira atirou na boca dele... Quase foi o fim. E o Lício Maciel foi na conversa do Bolsonaro, que o levou para uma sessão (no Congresso). Ele entrou e levou o Lício, que foi na conversa dele e começou a dizer: "(José) Genoíno, você tenha a coragem de dizer aqui na minha frente que foi torturado... Você mente! Você foi preso por mim, pelo meu grupo". Depois eu soube, por uma mulher da esquerda, que ele (Genoíno) confessou que lá ele não foi torturado, mas depois.
Então, Bolsonaro submeteu esse rapaz a um vexame, porque ele entrou numa sessão do Congresso. Eu escrevi um artigo e mostrei a total imprudência e irresponsabilidade do deputado. Submeter um oficial brilhante, digno, que tinha exercido sua atividade contra a guerrilha sem nunca ter participado de uma violência física, e ao contrário, sofreu, para depois ser expulso de uma sala da maneira vergonhosa como foi!... Ele escreveu para o "Correio Braziliense" me metendo o pau. Era a primeira vez que ele tinha coragem, depois de tantos atritos. Ele (Bolsonaro) me insultou, dizendo que eu era um escondido da esquerda, um infiltrado, não sei o quê. E mais ofensas de natureza pessoal. O "Correio" não publicou. Ele ficou indignado. Eu não gosto nem de falar sobre ele, porque tudo isso vem à mente.
quarta-feira, 30 de março de 2011
Morre Jose Alencar mas Rosemary de Morais continua viva e sem pai!
Ex vice presidente da República morre em São Paulo na tarde de ontem.
Faleceu em São Paulo, na tarde de ontem, 29.03.2011, o ex vice presidente da República José Alencar, depois de uma longa batalha de vários anos contra o cancer no abdome. Alencar tornou-se uma unanimidade por sua luta contra a doença e pela vontade de viver.
Os meios de comunicação também exortam sua atuação como empresário e político, inclusive responsabilizando-o pela vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial, pois teria Alencar levado Lula mais para o centro, afastando-o do isolamento da esquerda e de sua tradicional marca eleitoral limitada em torno de 30% de votos.
Segundo Miriam Leitão acaba de afirmar no telejornal Bom Dia Brasil, Alencar construiu um dos maiores impérios empresariais nacionais, sendo sua famíla uma das mais ricas do Brasil. Outros também comentam das críticas que Alencar fazia contra a política econômica de juros altos fixados pelo Banco Central, o que demonstrava independência de opinião em relação ao próprio então presidente Lula.
O que deixaram de mencionar deste "quase santo" Alencar é um pedido judicial de reconhecimento de paternidade feito pela professora aposentada de 55 anos Rosemary de Morais. Alencar teria tido um caso com a mãe de Rosemary, na década de 50. Este pedido tramita há quase dez anos e Alencar sempre se negou a ser submetido a exames de DNA para verificar a procedência, ou não, do pedido de Rosemary.
Certa vez Alencar chegou a afirmar que não cederia à chantagem do pedido de exame. Atitude feia e condenável. Não sei se Alencar era realmente pai de Rosemary, mas isto espero que a Justiça se encarregue de esclarecer, e logo. O que mancha a biografia de Alencar é sua conduta machista e desrespeitosa de resistir processualmente contra algo que por si tem finalidade de justiça - reconhecimento de paternidade. Se Alencar não é pai, conforme alegou, não haveria problema algum em fazer exame de DNA.
Pelé também tem esta mácula em sua história, a ponto de uma proposta de homenagem com a nomeação de cidadão honorário brasiliense ao rei ter sido rejeitada pela Camara Distrital em razão desta mesma resistência. Lula é pai de Lurian e nunca negou este fato, nunca deixou de pagar pensão nem de reconhecer seu neto.
Lamento a morte de José de Alencar, como a de todos os brasileiros que são vitimados pelo cancer. Lamento também que depois de quase 10 anos Rosemary não tenha ainda obtido uma resposta do Judiciário sobre seu pedido de reconhecimento de parternidade de José Alencar.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Igreja Católica cadastra vítimas de pedofilia na Alemanha
Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa!
Saiu publicado em vários lugares, inclusive no site da Veja, abaixo reproduzido, (clique aqui para ler a matéria), notícia sobre a Igreja Católica na Alemanha, que indenizará vítimas de abusos sexuais praticados por padres. Toda a minha formação deu-se em colegio de padres e freiras. Durante a adolescência e juventude participei de grupos de comunidades e até o início da militância política, esta também ocorreu através de grupos ligados à Teologia da Libertação.
Criticar a Igreja é também criticar a minha história e minhas convicções religiosas. Porém, eu não abro mão da coerência e da verdade na condução da minha vida. Espero um dia poder ver a Igreja Católica reconher as uniões entre pessoas do mesmo sexo, e respeitá-las.
Por enquanto, fico a denunciar as violaçõe de direitos humanos patrocinadas e institucionalizadas por esta instituição.
Saiu publicado em vários lugares, inclusive no site da Veja, abaixo reproduzido, (clique aqui para ler a matéria), notícia sobre a Igreja Católica na Alemanha, que indenizará vítimas de abusos sexuais praticados por padres. Toda a minha formação deu-se em colegio de padres e freiras. Durante a adolescência e juventude participei de grupos de comunidades e até o início da militância política, esta também ocorreu através de grupos ligados à Teologia da Libertação.
Criticar a Igreja é também criticar a minha história e minhas convicções religiosas. Porém, eu não abro mão da coerência e da verdade na condução da minha vida. Espero um dia poder ver a Igreja Católica reconher as uniões entre pessoas do mesmo sexo, e respeitá-las.
Por enquanto, fico a denunciar as violaçõe de direitos humanos patrocinadas e institucionalizadas por esta instituição.
Indenizações chegam a 5.000 euros, apenas 1.500 a mais que um salário médio
A Igreja Católica começa a receber nesta quinta-feira, na Alemanha, pedidos de reparação por parte de vítimas de abusos sexuais quando crianças. As indenizações pelos crimes cometidos por membros do clero chegarão a 5.000 euros (11.500 reais) por pessoa. A Igreja se oferece a pagar também 50 sessões de terapia individual ou 25 de terapia de casais e criou um fundo de prevenção à pedofilia no valor de 1,15 bilhão de reais.
Possíveis beneficiários, porém, consideraram as ofertas uma ofensa - acham os valores baixos demais. O valor oferecido como indenização pela igreja católica supera em apenas 1.500 euros o valor do salário médio na Alemanha. Para representantes da organização Eckiger Tisch, que reúne vítimas de abusos cometidos em instituições jesuítas, compensar com um mês de salário danos que duram uma vida é uma proposta "desonesta".
As medidas colocam em prática as decisões tomadas na semana passada pelas Confederações dos Bispos e das Ordens Religiosas da Alemanha frente à lentidão do grupo de trabalho do governo em chegar a um acordo sobre o assunto. O principal foco das compensações são os casos que já não podem ser julgados pela Justiça porque já estão prescritos.
O grupo de trabalho, formado em março do ano passado, é composto por representantes de três ministérios alemães que, com membros da Igreja e de entidades civis, buscam maneiras de prevenir casos de pedofilia e compensar suas vítimas. Seus debates incluem abusos dentro ou fora do âmbito religioso.
sexta-feira, 18 de março de 2011
CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ) APOSENTA MAIS UM DESEMBARGADOR
Saiu no site Última Instância de hoje, sexta feira, 18.03, uma notícia sobre a aposentadoria compulsória aplicada ao Desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 3a. Região (Minas Gerais), Antonio Fernando Guimarães.
Estou a procura de uma condenação destas. Não trabalha, ganha, e não é penalizado.
Segundo a notícia que segue abaixo reproduzida, (clique aqui se quiser ler diretamente no site) o desembargador é acusado de receber favores do escritório de advocacia Vilhena & Vilhena, em troca de decisões favoráveis aos clientes do escritório.
qualquer semelhança é mera coincidência
O Ministério Público do Trabalho fez uma primeira denúncia à Corregedoria do Tribunal mas o caso foi arquivado. Então nova denúncia foi apresentada ao CNJ. A exemplo dos demais, Guimarães será aposentado com vencimentos. Ou seja, o cara faz algo errado (muito errado), é afastado, mas continua ganhando salário. SALÁRIO DE JUIZ PAGO PELO DINHEIRO DO CONTRIBUINTE, QUE SOMOS NÓS, OS IDIOTAS QUE ESTÃO LENDO ESTA NOTÍCIA (foto ao lado).
TUDO ISTO É LEGAL. TÁ NA LEI.
TUDO ISTO É LEGAL. TÁ NA LEI.
Estou a procura de uma condenação destas. Não trabalha, ganha, e não é penalizado.
Vejam que coisa interessante: o cara morava num apartamento de 380 metros quadrados, que vale um milhão de dólares e pagava um aluguel de R$ 200,00. O dono do apartamento é filho do dono do escritório. Segundo levantamento, 81% dos casos do escritório que eram julgados pelo desembargador tinham resultado favorável aos clientes.
E no final, ainda, a Corregedora Nacional, Eliana Calmon, diz que a influência dos escritórios de advocacia nos tribunais é um câncer. Será que os juízes e desembargadores não teriam ao menos um pouquinho de culpa?
RELAÇÕES PERIGOSASCNJ aposenta desembargador acusado de favorecer escritório de advocacia
O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) aposentou compulsoriamente o desembargador Antônio Fernando Guimarães, do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG). Ele é acusado de receber favores do escritório de advocacia Vilhena & Vilhena, em troca de decisões favoráveis aos clientes do estabelecimento.
A aposentadoria compulsória, com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço, é a maior punição administrativa que pode ser dada a um magistrado, sem prejuízo das penas judiciais cabíveis.
A acusação foi feita pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) à Corregedoria do TRT, que acabou arquivando o processo. O MPT acionou, então, o CNJ, que aceitou investigar as alegações. Segundo as denúncias, Guimarães morava desde 2000 no apartamento pertencente ao filho do dono de escritório de advocacia, com 380 metros quadrados e avaliado em cerca de US$ 1 milhão, pagando apenas R$ 200 por mês de aluguel.
Segundo o relator do caso, José Adônis Callou de Araújo Sá, um levantamento feito com os processos julgados pelo magistrado mostra 81% de decisões favoráveis aos clientes do escritório Vilhena & Vilhena. Para a corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, a influência dos escritórios de advocacia nos tribunais é um “câncer nacional”. Outro desembargador acusado na denúncia, Ricardo Antônio Mohallem, foi considerado inocente das acusações.
quarta-feira, 2 de março de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Gatunagens no serviço público - ha ham, Cláudia, senta lá.
Ministério Público investiga bens de ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo.
Saiu no Estadão de 14.02.2011 uma matéria que revela haver investigação pelo Ministério Público de São Paulo sobre o patrimônio do ex presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Desembargador Antonio Carlos Viana Santos, que faleceu no mês passado. (leia integra da matéria clicando aqui).
Quer saber de uma coisa? Eu gostei. Adorei, Amei. Seja qual for o resultado, se inocente ou culpado. Pouco importa. O bom é que os juizes e desembargadores (os que estão vivos, é claro) tenham a certeza que isto pode acontecer com qualquer um, inclusive eles próprios. Ninguém está intangível à lei. Ninguém!
Estou cansado de ver juiz se aposentando compulsoriamente, com manutenção da percepção da remuneração, depois de feita uma invetigação que revela que ele cometeu irregularidades que, se não fosse juiz seria demitido. A investigação neste caso em específicio baseia se em denúncia que preenche 11 páginas - cópias chegaram à Polícia Federal (PF), Receita, TJ e MP dez dias antes de Viana morrer. O relato, de uma pessoa que se identifica como 'pecuarista e ex-prefeito', aponta dados sobre a evolução patrimonial do desembargador.
O MP abriu procedimento preparatório de inquérito civil - no âmbito penal, em caso de morte do investigado, a punibilidade fica extinta; mas, no aspecto civil, providências podem ser tomadas para identificar beneficiários. Seria também conveniente que os bens do Desembargador ficassem indisponíveis até decisão final das investigações. Afinal, isto também acontece com os demais mortais.
O que me chama a atenção é a reação corporativista dos magistrados. . 'O destino de denúncia anônima é o lixo, já decidiu o Supremo Tribunal Federal', declarou o desembargador Henrique Calandra, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). 'Dar curso a uma denúncia anônima é agredir a memória de um magistrado altruísta e exemplar.' complementou Calandra. Coisa muito feia para um representante classista de juizes ser contra uma investigação desta envergadura.
O que me chama a atenção é a reação corporativista dos magistrados. . 'O destino de denúncia anônima é o lixo, já decidiu o Supremo Tribunal Federal', declarou o desembargador Henrique Calandra, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). 'Dar curso a uma denúncia anônima é agredir a memória de um magistrado altruísta e exemplar.' complementou Calandra. Coisa muito feia para um representante classista de juizes ser contra uma investigação desta envergadura.
Eu hein, Rosa. ha ham, Cláudia, senta lá** Quem não deve não teme.
Qual o problema de investigar, uma vez que ele era altruista e exemplar?
Roteiro da safadeza
Minha idade e experiência me proporcionaram contatos com muita gente, inclusive com malandros, safados, ladrões, gatunos etc. E, quando estes são servidores públicos então, eles também ficam irônicos e debochados. Gente folgada e cara de pau, que tem certeza da impunidade. Todas as vezes que um desses é pego com a mão na botija, a reação da defesa é sempre a mesma, que parece seguir um manual da safadeza:
(i) alegar que o cara é doente mental e está passando por problemas e tem que ser aposentado. Isto é um jeito do cara não perder a aposentadoria, embora esteja perdendo a boquinha do cargo e de suas facilidades. Quem vai ter coragem de tirar a aposentadoria de um maluco?
Uma vez acompanhei um servidor numa perícia médica para conseguir a tal aposentadoria. Eu era recém formado e prestava assessoria para uma entidade de classe. Eu sequer sabia o que me esperava naquela manhã. Quando cheguei lá no hospital o meu cliente fingiu que era louco e a mulher dele ajudava na farsa. Segurava no braço dele, ajudava a sentar, limpava a baba da boca, dava água. Eu comecei a rir e tive que ir para o banheiro me acalmar. Imaginem a minha cara de idiota. Fui embora e deixei os atores sozinhos. Vivendo e aprendendo. No final o cara foi aposentado. É mole? Imaginem de onde vem o dinheiro da aposentadoria mensal do safado?
(ii) Outra estratégia da gatunagem para justificar que o patrimônio é alto e incompatível com o salário que recebe da "repartição" é alegar que "recebeu uma herança". Não tem um safado, ladrão, gatuno que não tenha esta desculpa na ponta da língua. Conheci um servidor uma vez que .... bom, deixa pra lá. Esta gente dá uma sorte danada, por que é um tal de tio, avò, pai morrerem e deixar tudo para eles.
(iii) E, por fim, a terceira estratégia é anabolizar a mulher ou os filhos para transformá-los em seres competentes, honestos e bem sucedidos. Geralmente o gatuno usa o nome da esposa para abrir uma lavanderia. Lá ela lava o dinheiro que ele ganha nas extorsões.
Conheci um que casou com uma "devogada" que não sabia fazer um "o" com o copo. Mas mesmo assim, vejam que coisa, esta "colégua" era uma bem sucedida empresária no ramo da assessoria. Ela assessorava ele na limpeza do butim. A grana entrava para o patrimônio do casal através dos "contratos" que a "devogada" assinava com várias empresas. Eles continuam por aí, sem deixar rastros.
Li na semana passada no sítio do Ministério Público Federal de São Paulo que uma Auditora Fiscal da Receita Federal, Elisabete Ferreira Lopes Alves, está sendo processada por que teria tentado extorquir empresas, segundo o que diz a denúncia do Ministério Público no Processo no. 0004692-11.2009.4.03.6110, 1ª Vara Federal de Sorocaba.
Ela teria ido em uma empresa fiscalizá-la e lá disse que iria lavrar um auto de infração de umas boas centenas de milhares de reais. Conversa vai, conversa vem, sempre segundo a denúncia do Ministério Público, ela sacou a "tabela" de preços, e pediu a metade da eventual multa para o bolso dela, para aliviar a fiscalização. O filhão da Auditora vinha de reboque para ser contratado como defensor "laranja". Ela faria a defesa, mas ele é quem apareceria.
Segundo a matéria:
"A conduta da auditora foi formalmente denunciada à Delegacia da Receita Federal de Sorocaba, em 2005, pelo advogado de uma empresa fiscalizada. Segundo ele, a auditora concluiu os trabalhos com autuações que beiravam os R$ 700 mil e ofereceu à empresa a possibilidade de uma grande redução nesses valores, desde que a empresa de seu filho fosse contratada para realizar a impugnação da dívida. A acusada, de acordo com o advogado, insinuou que daria suporte ao filho na elaboração da defesa.
Em outro caso de fiscalização irregular, além de oferecer os serviços da empresa da família, a auditora prometeu reduzir a multa em 80%, desde que metade desse valor fosse entregue a ela. As investigações também indicam que, numa terceira empresa, autuada em mais de R$ 500 mil, a empresa do filho da auditora foi contratada durante o curso da auditoria fiscal que a servidora conduzia."
Não sei quem tem razão nesta história toda, mas o que me deixou muito puto da vida no caso é que a denúncia contra a servidora foi feita formalmente junto à Secretaria da Receita Federal em 2005, mas somente agora em 2011 o Procurador da República apresentou a denúncia ao Poder Judiciário. Por que levou tanto tempo assim - 6 anos - para fazer esta denúncia? O caso não era tão importante? Será que as pessoas que fizeram as reclamações e as testemunhas irão confirmar e manter a versão de 6 anos atrás? Esta demora estimula a impunidade e torna mais difícil a apuração judicial dos fatos.
Outra coisa que me intriga é que ela se aposentou em meados de 2008, espontaneamente. Então, oras bolas, como deixaram ela se aposentar se já havia uma representação na própria Receita Federal desde 2005?. E a Corregedoria da Receita, o que fez? Corregedoria deve fiscalizar o patrimônio dos servidores e seus familiares mais próximos, inclusive as amantes, quando é o caso. Sigilos bancário, fiscal e telefônico devem ser quebrados sempre, nestas circunstâncias.
Para finalizar, sei do caso de uma amante que ficou com a grana toda do cara, a grana do "por fora", pois ele morreu e não teve tempo de usar o fruto de seu suado trabalho. O cofre ficava na casa dela. A família oficial ficou com a pensão, uma bagatela de R$ 19,000,00 mensais e ela com o conteúdo do cofre. Parece coisa de Adhemar de Barros, mas isto a Dilma Roussef sabe contar melhor do que eu, o caso do cofre de Santa Teresa. Vamos que vamos.
* "Ha ham Claudia, senta lá" é da autoria da artista, intelectual, apresentadora de progragama de televisão, cantora e Rainha dos Baixinhos Xuxa Meneghel, no seu maior momento no trato com as crianças. Um jeito bem debochado que revela falta de paciência, desinteresse e descrença com o que dizem as crianças. Esta frase pegou legal e se você quiser ver a Claudia ser xuxada, clique aqui.
* "Ha ham Claudia, senta lá" é da autoria da artista, intelectual, apresentadora de progragama de televisão, cantora e Rainha dos Baixinhos Xuxa Meneghel, no seu maior momento no trato com as crianças. Um jeito bem debochado que revela falta de paciência, desinteresse e descrença com o que dizem as crianças. Esta frase pegou legal e se você quiser ver a Claudia ser xuxada, clique aqui.
sábado, 1 de janeiro de 2011
"Miami, I love you" Love mesmo, é? Êita povinho besta. Vá se lascar, sô.
No último dia 28.11 saiu publicado no porta UOL uma matéria sobre os termos estrangeiros que estão dominando lançamentos imobiliários. Matéria assinada por Daniela Salú. (leia aqui),
Não resisti a comentar este assunto por aqui, pois revela o quão imbecis são os brasileiros de classe média que se deleitam em enfiar o rabo debaixo das pernas e submeter a sua pouca cultura e nenhuma auto-estima e dignidade à dominação cultural de outros países e povos. Não é à toa que esta bobagem do "Halloween" está dando certo e rende dinheiro com esta gentinha besta, estes macaquitos.
Diz a jornalista que "É cada vez mais frequente encontrar áreas de um lançamento imobiliário batizadas com termos estrangeiros, na sua maioria em inglês, mas também há espaço para o italiano, especialmente quando o empreendimento está localizado em bairros tradicionais da colônia, como a Mooca, em São Paulo."
Aqui no Brás, bairro de origem italiana, os condomínios estão sendo rebatizados com nomes pomposos de regiões da Itália, como o meu, que passou a ser "Condomínio Monte di Miramare". Os que antes eram tratados discriminadamente como carcamanos aqui em São Paulo na primeira metade do século XX agora viraram chiques, cultos e de primeiro mundo. Oxalá o tratamento que se dispensa aos nordestinos pela paulistada também passe por esta metamorfose.
Interessante também é a declaração de José Roberto Federighi, diretor de operações da imobiliária DelForte Frema que analisa este modismo “Há uma tentativa de dar uma aura de sofisticação, mas algumas são demais, como o ‘walking distance’ [distância que pode ser percorrida a pé]. Outras coisas são difíceis de expressar com um correlato em português, como o ‘gourmet".
Segundo Salú, "na opinião dos profissionais entrevistados, o uso de outra língua realmente ajuda a valorizar o imóvel na hora da venda. `Isso é algo natural, está no imaginário do consumidor, principalmente na classe média e média alta. São palavras que estão no dia a dia dele´, afirma Wilson Mello, diretor de marketing da imobiliária Coelho da Fonseca."
Estas declarações me fizeram lembrar do que acontece em Brasília, onde o então presidente Lula costumava promover na Granja do Torto uma festa junina todos os anos, em que são convidados vários membros do governo para, a caráter, celebrarem uma das festas mais populares e folcóricas do Brasil. O finado Clodovil e até Danuza Leão criticaram estas festas e Lula chegou a ser chamado de Jeca.
Achei estas críticas mesquinhas e típicas de uma vassalagem entreguista, subserviente e desprovida de conteúdo. Falta a seus autores um pouco de personalidade e identidade nacionais. Admiro muito a iniciativa de instituir estas festas no seio do governo, ato de autenticidade, altivez e de respeito à cultura e ao folclore brasileiros.
Achei estas críticas mesquinhas e típicas de uma vassalagem entreguista, subserviente e desprovida de conteúdo. Falta a seus autores um pouco de personalidade e identidade nacionais. Admiro muito a iniciativa de instituir estas festas no seio do governo, ato de autenticidade, altivez e de respeito à cultura e ao folclore brasileiros.
No final da matéria de Daniela Salú um pequeno glossário com alguns termos encontrados em anúncios recentes é apresentado. E, nós aqui, mais do que depressa, copiamos esta palhaçada travestida de coisa chique para nossa diversão e deboche. Nóis gosta de ri desses bobão. Vorta pra Miami, vorta.
Glossário imobiliário
Agility Dog: área para passeio e/ou treinamento de cães, com rampas, túneis e outros acessórios de lazer para o animal. O espaço pode ser incrementado com o serviço de um treinador, mediante pagamento do condômino interessado.
Apartamento Giardino ou Garden: apartamento térreo ou localizado nos primeiros andares que possui um quintal ou jardim. Em empreendimentos de padrão mais alto, pode comportar até uma pequena piscina, churrasqueira ou forno de pizza.
Baby Space: área geralmente destinada a crianças de 0 a 2 anos, localizada em espaço aberto ou fechado. O local pode trazer brinquedos, berços, trocador de fralda e utensílios para aquecer alimentos. Em alguns condomínios há o serviço opcional de contar com uma babá de prontidão para que os pais possam deixar o bebê ali durante um determinado período.
Business Center ou Net Office: pode ser localizado dentro do apartamento ou em área comum. O espaço geralmente oferece infraestrutura para o trabalho de escritório, como internet sem fio, computador, impressora e sala de reunião para receber visitantes.
Connect Laundry ou Lavanderia Wi-Fi: mais comuns em edifícios voltados para solteiros ou jovens casais, nos quais os apartamentos não possuem área de serviço. O espaço oferece máquinas de lavar e secar em um ambiente com internet sem fio, para que o morador possa utilizar equipamentos eletrônicos enquanto aguarda o término do ciclo.
Disco: diferente de um salão de festas tradicional, trata-se de um espaço com iluminação e estética similares ao de uma boate, que pode ter como itens mesa de som para DJ, pista de dança, globo, luzes, bar e sofás.
Espaço Gourmet, Espaço Grill, Gourmet, Gourmet Roof Top, Lounge Grill, Salão de Festas Gourmet , Terraço Grill, Terraço Gourmet ou Varanda Gourmet: com a maior variação de nomenclatura, os espaços destinados ao preparo de refeições, em especial do churrasco, são encontrados em três diferentes opções: no próprio apartamento ou em áreas sociais, que podem estar no térreo ou no topo do edifício (caso do Gourmet Roof Top). Os itens que compõem essas áreas são bastante flexíveis, variando principalmente conforme o padrão do empreendimento. Dentro do apartamento, pode tratar-se desde uma varanda com espaço para uma pequena churrasqueira, praticamente integrada com a sala, até uma área com acesso independente para a cozinha, com bancada, pia, churrasqueira, forno de pizza e espaço para mesa e cadeiras. Nas áreas comuns, os acessórios são similares aos encontrados nos apartamentos, com a diferença de mais espaço para receber convidados.
Family Room ou Family Space: antigamente conhecido como sala de TV, o espaço é destinado ao convívio em família dentro do apartamento ou numa área de lazer comum. Os itens que o compõem são bastante variados, podendo incluir sofá, mesa, terraço, churrasqueira, acesso à cozinha, home theater e telão.
Fitness: destinado à prática de exercícios físicos, o local pode contar com esteira, bicicleta, aparelhos de musculação, sala de ginástica e área para alongamento.
Garage Band: com isolamento acústico, o espaço serve para a prática de instrumentos musicais. Pode ter uma estrutura de estúdio e instrumentos à disposição.
Golf Putting Green ou Putting Green: área gramada para jogadas curtas de golfe. Seu tamanho pode variar de 4 a 30 metros quadrados e inclui um número variado de buracos, em terreno com alguns desníveis.
Lounge Adolescente / Lounge Teen: espaço de convivência para jovens. Entre os possíveis itens que compõem o lugar estão sofás, computadores, mesa de jogos e sala de projeção.
Pet Garden, Pet Place ou Pet Space: as diferentes nomenclaturas servem para definir um espaço destinado aos animais, que pode ser desde uma simples área de lazer e passeio, até um local com infraestrutura para banho, tosa e demais cuidados característicos de um pet shop. Em alguns condomínios, há a possibilidade de contar com um profissional para exercer essa atividade, mediante pagamento. Em outros, o dono do animal utiliza o espaço para ele mesmo executar as tarefas.
Pizza Place: local em área comum dotado de forno para o preparo de pizzas, com mesas e cadeiras para receber convidados.
Walking Distance: distância que pode ser percorrida a pé do edifício até os principais pontos de interesse, como shoppings, supermercados, estações de metrô e parques.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Eu acabo de ganhar um kit Diabetes do SUS. No Canadá assim como no Brasil.
Acabo de chegar do Posto de Saúde daqui do Brás, que fica na Rua Sampson, onde fui retirar meus remédios para tratamento de diabetes. Taí uma doença que é "caba da moléstia" de ruim, por que o organismo não consegue metabolizar o que a gente consome. Então, o açúcar fica sobrando no sangue, que passa por todos os órgãos, provocando sérios problemas de saúde, como os circulatórios, cardíácos, renais. Pode causar cegueira e até levar a amputações.
Quem tem diabetes tá fodido mesmo, pois o pâncreas não consegue produzir insulina que seja capaz de quebrar as moléculas de açúcar do sangue. Às vezes não produz insulina alguma (tipo 1), outras vezes a insulina é muita mas totalmente ineficiente (tipo 2). O metabolismo anda mal e, por causa disso, é preciso ficar medindo o índice de glicemia no sangue (cuja média ideal é de 100 pontos). Uma vez eu cheguei a quase 600, e não sentia nada. O médico do pronto socorro é que teve um troço quando viu o resultado do meu teste. Minha médica fez uma comparação bem didática. Ter diabetes e não cuidar dela é como nunca trocar o óleo do carro. O óleo passa pelo motor, vai ficando sujo e queimado com o tempo e chega uma hora que ele pode fundir o motor.
E a parafernália para acompanhar o tratamento? é uma coisa de louca.
Geralmente o diabético toma um remédio chamado cloridrato de metformina (genérico). Além dele, no meu caso, tenho também que fazer uma aplicação de dose diária de 30 unidades de insulina humana Humulin nph que, para cada aplicação precisa de uma seringa descartável. Mas não é só, tem também o aparelho medidor da insulina e as suas lâminas, onde são depositadas as gotas de sangue para a medição da glicemia. Para cada teste glicêmico é preciso uma lâmina e uma agulha.
Uma brincadeira dessas, mole mole, para um tratamento como o meu dá uns R$ 300,00 mensais, no mínimo. E não tem exagero algum nesta conta. Se a insulina fosse outra, como a tal de Lanthus, por exemplo, então o valor seria muito mais alto. Aí achei que deveria recorrer ao SUS, que dá tudo de graça: remédios, aparelho de teste, lâminas de teste, agulhas para fazer o furo para o teste, insulina e seringas descartáveis, além dos remédios em cápsulas.
Aqui no Brás está cheio de bolivianos que moram e trabalham na região e o posto de saúde também atende aos nossos hermanos. Crianças bonitinhas, com carinhas de indiozinhos, brasileirinhos filhos de bolivianos, correndo para cima e para baixo. Mulheres morenas, olhos puxados, cabelos longos e negros, algumas gordas e baixas, todas falando um portunhol bem discreto. Se tem um povo discreto, este é o boliviano. Cenas muito agradáveis na tarde desta quarta feira. Uma certa universalização da cidadania.
Esta foi a primeira vez na minha vida de cidadão que saí de um órgão público (feio e xexelento por sinal) com a sensação de que o Estado Brasileiro está me oferencendo algo em troca do meu trabalho e do imposto que pago. E olha que eu sou advogado, e trabalho com direitos humanos. Além de tudo que me deram, ainda veio junto no kit diabetes uma caixa de papelão para eu depositar tudo que for descartado, como agulhas, seringas, lâminas, e depois dela cheia, devo devolver no posto. Saí com sensação de estar no Canadá, onde a saúde é pública e tudo é oferecido ao cidadão de lá gratuitamente.
É claro que tem sempre uns senões. Quando eu fui entregar a documentação exigida, uns dez dias atrás, a atendente disse que havia uma espera de uns 3 meses, o que me brochou um pouco. Mas mesmo assim resolvi dar um crédito, embora desconfiasse que os 3 meses iriam virar logo, logo uns 6 meses. Não foi o que aconteceu, pois a mesma funcionária me ligou rapidamente. Porém, os meus companheiros de insulina e picada que estavam lá no posto de saúde me disseram que eu tive sorte, pois eles estavam esperando o kit diabetes desde julho.
Então a atendente foi truqueira e minha desconfiança que a demora poderia chegar a 6 meses estava correta. No meu caso a sorte foi por que todos que estavam na fila de espera não tinham sido localizados para pegar o kit neste período de festas, e o meu nome, último da fila, foi chamado. Como dizem, a fila tem que andar....
Muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender. Feliz ano novo!
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
No dia da eleição, um almoço entre amigos.
Preparei esta pseudo crônica de pronto, e acabei esquecendo-a no canto das edições a serem postadas. Hoje, depois de 45 dias ressuscito-a, como boa recordação. Só para registro. Vida normal é ótima. Vamos às memórias.
"Hoje, domingão, foi o dia da vitória de Dilma Roussef sobre José Serra, ganhando a eleição por 56,05 % (55.748.810 voto) a 43,95% (43.708791 votos) no segundo turno.
"Hoje, domingão, foi o dia da vitória de Dilma Roussef sobre José Serra, ganhando a eleição por 56,05 % (55.748.810 voto) a 43,95% (43.708791 votos) no segundo turno.
De manhã não fiz absolutamente nada, senão ficar zapeando a televisão a procura de informações sobre o andamento das eleições, mas o que eu queria mesmo eram os resultados de pesquisas de boca de urna, o que sómente seria possível depois das sete da noite, horário de Brasilia. Afinal, só depois do encerramento das eleições às cinco da tarde no Acre é que seria permitida a divulgação do resultado das pesquisas.
Meu marido estava também ansioso por notícias eleitorais, mas a televisão não trazia nada, a não ser os comentários obvios dos jornalistas de plantão: "mesmo que a oposição perca, se a diferença for pequena, ela ficará mais forte", por exemplo. Nossa, e pensar que eles ganham salário para falar estas coisas.
Depois de um café da manhã bem tomado, lá pelo meio dia, começamos a nos arrumar para votar. Primeiro fui eu, aqui perto de casa, no Bras, Escola São Paulo. Tudo tão tranquilo e civilizado, sem baixaria, nem qualquer conflito que comecei a achar que a democracia e o desenvolvimento e maturidade do povo parecem algo muito "boring", chato, mesmice. Mas, era para isto que a gente lutou e buscou a vida toda. Antes de chegar no lugar de votação do maridão, no Colégio Palmares, na Vila Madalena, paramos para comprar duas garrafas de vinho, para o almoço na casa de amigos, usual encontro em dias de eleição. Eu nunca participei deste evento, isto sempre era coisa do marido e dos seus amigos e amigas, companheiros de longa data, do tempo que trabalhavam em redações de jornais da imprensa alternativa, tipo Jornal Movimento, nos idos anos da segunda metade da década de 70 e primeira metade da década de 80.
Confesso que me senti um peixe fora d´água, longo que cheguei, mas não demorou muito para me ambientar com uma receptividade apaixonante. A fome é uma coisa inegável e não me deu muito tempo para ter pudores, ou outras mesuras. Cheguei, conheci as pessoas e sentei me estrategicamente ao lado de uma das mesas onde estavam servindo vários petiscos e bebidinhas maravilhosas. Lambi os beiços.
Estes jornalistas não são lá muito ricos, mas têm muito bom gosto. Mais ainda se comparados aos advogados e militantes gays que estou acostumado a conviver. Comi e bebi o de melhor e vi a discussão dos inconfessáveis dilmistas, e até as críticas que faziam aos colegas que estavam na telinha, fazendo comentários. O Merval Pereira e a Miriam Leitão foram servidos à pururuca pela língua dos presentes.
Atè uma maconhazinha bem disfarçada rodou naquele grupo de cinquentões. Bebida também rolou solta, e todos ficamos bem relaxados e sorridentes. No final, um brinde alegre e emocionado à vitória de Dilma foi feito por todos, depois que o único serrista presente tinha acabado de ir embora, é claro. Na hora das despedidas umas caronas foram distribuidas para os mais alcoolizados.
Domingão bom, sem faustão, nem fantástico, com a primeira mulher eleita presidenta do Brasil. Há vida lá fora "
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
OS SERVIÇOS DA TELEFONICA SÃO MUITO RUINS! FECHA LOGO ESTA PORCARIA.
Eu gostaria muito que o Ministro das Telecomunicações ou o Presidente da ANATEL tentassem pessoalmente comprar uma linha da Telefonica, para ser instalada em Barra da Una.
Meus caros amigos e amigas, paciência tem limite. E acho que desta vez a bicha aqui tem todas as razões para ter um piti, pois a paciência já se foi embora há algum tempo.
Eu e meu companheiro queremos instalar uma linha telefônica em nossa casa de Praia, no Sertão do Una, em Barra do Una, Município de São Sebastião.
Estamos tentando fazer isto já há algum tempo sem sucesso algum. Todas as vezes que ligamos para 10315, passamos por um desgastante processo de responder um questionário automático para que nossa ligação seja direcionada para o lugar onde vendem a linha. Nenhum número de protocolo nos foi fornecido, nada nada.
Aí atende uma mocinha, que geralmente é muito ruim no atendimento, e nos faz repetir as mesmas informações várias vezes. Por uma questão de segurança elas pedem para que passemos alguns números de telefones, caso a ligação "caia", e então as mocinhas voltariam a nos contactar. Sempre damos os números, mas elas nunca retornam as ligações. Isto foi com Sandra, com Renata e com Margarete Ferreira, outros nomes eu ingenuamente não anotei.
Depois de passarmos os números de nossos telefones residencial e celular, vamos então à identificação do local a ser instalada a linha. Nossa casa fica na Fazenda das Cachoeiras, na Estrada Abras do Una, no. 387, antiga Estrada do Morrote, Cep 116000000, Fazenda das Cachoeiras, Sertão do Una, Barra do Una, Município de São Sebastião.
Como então elas não conseguem identificar o local (e olha que naquele local tem várias casas com várias linhas telefonicas instaladas, e mesmo a nossa casa já teve linha telefônica anteriormente) o primeiro grande obstáculo é identificar a localidade. Finalmente, numa destas vezes uma destas mocinhas pediu um telefone de um vizinho e finalmente localizou o numero da localidade que é 12074.
Como a linha que pretendemos comprar vai ficar no nome do meu companheiro, então as mocinhas passam a pedir, além do RG, CIC, endereço, o numero da linha da telefonica em São Paulo. Explicamos que a linha de São Paulo não é da Telefonica (por razões óbvias, o serviço é pessimo). Então a pergunta seguinte é sobre o numero antigo da linha da Telefonica que meu companheiro possuia. Quando chegamos neste ponto, pum.... a linha cai. Puta merda!
Bom, imaginem termos feito isto por umas 4 ou 5 vezes.
Tentamos então comprar uma linha da Embratel, mas a Embratel não tem linha para aquela localidade. Isto é ou não é monopólio?
Procuramos o Ouvidoria da Telefonica, mas a Ouvidoria da Telefonica só registra reclamação desde que haja um número de protocolo de reclamação. Mas como? Se eu vou fazer uma reclamação, como então devo ter um protocolo de reclamação anterior?
Aí fui para o site da Anatel, para reclamar da Telefonica, e lá eles dizem que temos que ter um protocolo do atendimento da operadora. Mas como, se eles, a Telefônica, não dão protocolo de atendimento de compra de linha?
Eu já perdi uns bons meses de vida neste stress e desgastante contato, com infinitas ligações, que caem sempre, e não conseguimos comprar uma bostinha de uma linha telefonica. E as mocinhas anotam nossos telefones e nenhuma delas ligou de volta.
Fico imaginando o que deveria fazer se um dia resolvesse pedir um desligamento, ao inves de uma compra, de uma linha.
Estou tentando me acalmar, depois de mais uma bateria de ligações infrutíferas, mas não consigo encontrar ninguém para reclamar. Nem no governo, nem na Telefonica. O que fazer?
sábado, 11 de dezembro de 2010
Aborto: não pode ! casamento gay: não pode ! Lavagem de dinheiro: ha, isto pode !
Os rumores sobre operações feitas pelo Instituto para as Obras de Religião (IOR), para lavagem de dinheiro da Máfia, parecem se confirmar. A notícia tem sido veiculada por vários meios de comunicação, inclusive no Brasil, já há alguns meses.
Porém, como andamos muito ocupados nos últimos meses com as discussões sobre eleições presidenciais, e sobre a enorme pressão que as igrejas evangélicas e a CNBB tem feito para assuntos como aborto e casamento gay, acabamos por deixar de lado este assunto tão relevante que é a relação promíscua entre a Igreja Católica, o Vaticano, e o crime organizado na Itália, a Máfia.
No mês de setembro passado a Justiça Italiana sequestrou 23 milhões de euros (R$ 54 milhões) envolvidos em duas operações consideradas suspeitas pela Unidade de Informação Financeira (UIF), vinculada ao Banco da Itália (banco central do país).
Este montão de dinheiro estava depositado em uma conta do Instituto para as Obras de Religião (IOR), no banco italiano Credito Artigiano e seriam transferidos à sede do J.P. Morgan em Frankfurt (20 milhões) e ao italiano Banco del Fucino (três milhões). As autoridades monetárias italianas detectaram omissões na identificação das pessoas envolvidas nas operações, o que violaria leis contra a lavagem de dinheiro.
Este montão de dinheiro estava depositado em uma conta do Instituto para as Obras de Religião (IOR), no banco italiano Credito Artigiano e seriam transferidos à sede do J.P. Morgan em Frankfurt (20 milhões) e ao italiano Banco del Fucino (três milhões). As autoridades monetárias italianas detectaram omissões na identificação das pessoas envolvidas nas operações, o que violaria leis contra a lavagem de dinheiro.
Segue notícia abaixo publicada no site CMI Brasil - Centro de mídia Independente ou clique aqui para ler.
Que Deus nos proteja de todos os males, principalmente do crime organizado e da lavagem de dinheiro.
Tribunal confirma lavagem de dinheiro pelo Banco do Vaticano
Por Ansa 28/10/2010 às 19:33
Por Ansa 28/10/2010 às 19:33
ROMA, 22 OUT (ANSA) - O Tribunal Ordinário de Roma informou hoje que está "documentalmente demonstrada" a violação de leis contra a lavagem de dinheiro em duas operações realizadas pelo Instituto para as Obras de Religião (IOR), o banco do Vaticano.
TRIBUNAL CONFIRMA VIOLAÇÃO DE LEIS CONTRA LAVAGEM DE DINHEIRO DE BANCO VATICANO
ROMA, 22 OUT (ANSA) - O Tribunal Ordinário de Roma informou hoje que está "documentalmente demonstrada" a violação de leis contra a lavagem de dinheiro em duas operações realizadas pelo Instituto para as Obras de Religião (IOR), o banco do Vaticano.
O tribunal de revisão da Justiça da capital italiana declarou que "por pedido do interlocutor bancário, o instituto vaticano não comunicou para quem", se para si mesmo ou para eventuais terceiros, "pretendia executar as duas operações, nem a natureza e objetivo das mesmas".
Há dois dias, os magistrados confirmaram o sequestro determinado em setembro de 23 milhões de euros (R$ 54 milhões) envolvidos em duas operações consideradas suspeitas pela Unidade de Informação Financeira (UIF), vinculada ao Banco da Itália (banco central do país).
Os valores sequestrados estavam depositados em uma conta do IOR no banco italiano Credito Artigiano e seriam transferidos à sede do J.P. Morgan em Frankfurt (20 milhões) e ao italiano Banco del Fucino (três milhões). As autoridades monetárias italianas detectaram omissões na identificação das pessoas envolvidas nas operações, o que violaria leis contra a lavagem de dinheiro.
Em três páginas, o tribunal de revisão afirmou que "corretamente", os magistrados observaram que 'até hoje o IOR ainda não forneceu ao seu interlocutor natural, ou seja' ao Credito Artigiano, as indicações com os procedimentos previstos pela normativa".
"Também não podem por certo ser consideradas equivalentes ou substitutivas as explicações adotadas pela defesa sobre razões, modalidades e objetivos da operação", destacou o documento.
No recurso enviado ao tribunal de revisão, os advogados do presidente do IOR, Ettore Gotti Tedeschi, e do diretor-geral, Paolo Cipriani, haviam solicitado a revogação do sequestro preventivo dos 23 milhões de euros sustentando que as operações suspeitas não constituíam bonificações a favor de terceiros, mas operações de transferência de uma conta corrente para outra do mesmo banco, ou para uma outra de bancos diferentes do mesmo correntista, por motivos de caixa.
Os juízes romanos apontaram que IOR deve se considerar para todos os efeitos "um banco estrangeiro extracomunitário", sujeito aos procedimentos aplicados às nações que não estão "na lista dos países extracomunitários com 'regime anti-lavagem de dinheiro equivalente' aos padrões vigentes nos Estados da União Europeia".
"Isso comporta a necessidade do IOR se uniformizar aos critérios de transparência e rastreamento das operações com bancos italianos", assinalaram os magistrados.
Na quarta-feira, ao saber que o tribunal de segunda instância havia recusado liberar os 23 milhões sequestrados pela Justiça, o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, demonstrou "espanto" pela decisão e afirmou acreditar que se tratava "de um problema interpretativo e formal". Antes, ele já saíra em defesa de Gotti Tedeschi e Cipriani, classificando a irregularidade detectada nas operações como "um mal-entendido". (ANSA)
O tribunal de revisão da Justiça da capital italiana declarou que "por pedido do interlocutor bancário, o instituto vaticano não comunicou para quem", se para si mesmo ou para eventuais terceiros, "pretendia executar as duas operações, nem a natureza e objetivo das mesmas".
Há dois dias, os magistrados confirmaram o sequestro determinado em setembro de 23 milhões de euros (R$ 54 milhões) envolvidos em duas operações consideradas suspeitas pela Unidade de Informação Financeira (UIF), vinculada ao Banco da Itália (banco central do país).
Os valores sequestrados estavam depositados em uma conta do IOR no banco italiano Credito Artigiano e seriam transferidos à sede do J.P. Morgan em Frankfurt (20 milhões) e ao italiano Banco del Fucino (três milhões). As autoridades monetárias italianas detectaram omissões na identificação das pessoas envolvidas nas operações, o que violaria leis contra a lavagem de dinheiro.
Em três páginas, o tribunal de revisão afirmou que "corretamente", os magistrados observaram que 'até hoje o IOR ainda não forneceu ao seu interlocutor natural, ou seja' ao Credito Artigiano, as indicações com os procedimentos previstos pela normativa".
"Também não podem por certo ser consideradas equivalentes ou substitutivas as explicações adotadas pela defesa sobre razões, modalidades e objetivos da operação", destacou o documento.
No recurso enviado ao tribunal de revisão, os advogados do presidente do IOR, Ettore Gotti Tedeschi, e do diretor-geral, Paolo Cipriani, haviam solicitado a revogação do sequestro preventivo dos 23 milhões de euros sustentando que as operações suspeitas não constituíam bonificações a favor de terceiros, mas operações de transferência de uma conta corrente para outra do mesmo banco, ou para uma outra de bancos diferentes do mesmo correntista, por motivos de caixa.
Os juízes romanos apontaram que IOR deve se considerar para todos os efeitos "um banco estrangeiro extracomunitário", sujeito aos procedimentos aplicados às nações que não estão "na lista dos países extracomunitários com 'regime anti-lavagem de dinheiro equivalente' aos padrões vigentes nos Estados da União Europeia".
"Isso comporta a necessidade do IOR se uniformizar aos critérios de transparência e rastreamento das operações com bancos italianos", assinalaram os magistrados.
Na quarta-feira, ao saber que o tribunal de segunda instância havia recusado liberar os 23 milhões sequestrados pela Justiça, o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, demonstrou "espanto" pela decisão e afirmou acreditar que se tratava "de um problema interpretativo e formal". Antes, ele já saíra em defesa de Gotti Tedeschi e Cipriani, classificando a irregularidade detectada nas operações como "um mal-entendido". (ANSA)
Aborto: não pode ! casamento gay: não pode ! Pedofilia: ha, isto pode !
Acaba de ser divulgada mais uma notícia revelada pelo site Wikileaks sobre a diplomacia do Vaticano, que teria se negado a cooperar com uma comissão criada na Irlanda para investigar as denúncias de abusos sexuais contra crianças por sacerdotes de Dublin e até impedido que seus funcionários testemunhassem nestes processos. A Igreja Católica mostra mais uma vez o seu lado pecaminoso, que além de discriminar LGBTs e proibir casamento de pessoas do mesmo sexo, igualmente trata a questão do aborto numa perspectiva de marginalização das mulheres.
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11/12/2010 - 09h15
Vaticano se recusou a cooperar com investigação sobre pedofilia, revela WikiLeaks
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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
O Vaticano não permitiu que seus funcionários testemunhassem e se negou a cooperar com uma comissão criada na Irlanda para investigar as denúncias de abusos sexuais contra crianças por sacerdotes de Dublin --no que se transformou em um dos maiores escândalos da Igreja Católica nos últimos anos.
Segundo documento diplomático dos Estados Unidos, revelado pelo site WikiLeaks, o Vaticano argumentou que o requerimento para os depoimentos não foi feito pelos canais oficiais.
Quando a Comissão Murphy solicitou informações, em 2009, "o Vaticano se ofendeu muito [...] porque viu isso como uma afronta à soberania pontifícia", afirma um documento da Embaixada dos Estados Unidos em Roma, de 26 de fevereiro deste ano.
As descobertas da comissão Murphy, publicadas em novembro de 2009, causaram comoção na Irlanda e na comunidade católica mundial, ao detalhar como as autoridades da Igreja de Dublin acobertaram sacerdotes pedófilos por três décadas.
Elaborado pela juíza Yvonne Murphy, o documento, que possui mais de 700 páginas, contém provas da existência de um esquema por meio do qual sacerdotes e autoridades policiais encobriram agressões cometidas por padres e freiras de instituições católicas irlandesas entre 1975 e 2004. Ao todo, 46 padres estão sendo investigados por denúncias de 320 vítimas.
O escândalo forçou o papa Bento 16 a convocar, em abril deste ano, os bispos da Irlanda para discutir maneiras de voltar a inspirar a confiança dos fieis.
O telegrama intitulado "Escândalos de abuso sexual afetam relações Irlanda-Vaticano, atinge a igreja irlandesa e impõe desafios para a Santa Sé" registra as observações da diplomata americana em Roma, Julieta Noyes. Ele foi publicado pelo jornal britânico "Guardian", uma das cinco publicações que obtiveram acesso antecipado aos mais de 250 mil documentos americanos vazados pelo WikiLeaks.
O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, escreveu à Embaixada da Irlanda e exigiu que qualquer requerimento relacionado à investigação passasse pelos canais diplomáticos.
No telegrama, Noel Fahey, embaixador irlandês no Vaticano, disse a Noyes que o escândalo de pedofilia na igreja foi a crise mais difícil com a qual lidou. O governo irlandês queria "ser visto como cooperativo com a investigação" porque seu próprio Departamento de Educação estava implicado, mas os políticos estavam relutantes em pressionar funcionários do Vaticano para participarem dos interrogatórios.
Segundo a vice de Fahey, Helena Keleher, o governo acabou cedendo à pressão do Vaticano e deu aos seus membros imunidade do testemunho --o que ela considera ter deixado as coisas piores.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
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